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Ela está roendo o quê?

January 31st, 2008 · 1 Comentário

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Querida Paçoquinha, o que é que você está roendo, hein?

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Upa! Falta alguma coisa por aqui!

→ 1 ComentárioTags: Comportamento · Cachorros

Em SP, cachorros vivem apenas 3 anos, em média

January 20th, 2008 · 1 Comentário

Esta reportagem de hoje da Folha me deixou chocado e assustado. Primeiro eu pensei: nossa, estão matando tantos animais de rua que a média de vida diminuiu. Mas a reportagem avisa que os cães abandonados não entraram nas estatísticas.

O principal motivo da morte dos cachorros é a ignorânca das pessoas a respeito das vacinas. Cachorro sem vacina não pode sair de casa e pronto. Uma vez eu vi uma moça levar a filhotinha dela para a praça antes dos três meses. Eu via aquele bichinho indefeso pisando na areia, na grama, avisei a ela que aquilo era perigosíssimo para a saúde do animal e ela me deu um daqueles foras grosseiros que explicavam muito bem porque ela era tão burra a ponto de fazer aquilo com o bichinho.

A segunda maior causa de morte é por câncer. Só pouco mais de 5% dos cães morre de velhice.

Pra mim, que estou enrolando para castrar o Darwin, a estatística é um verdadeiro soco no estômago. A vida média dos castrados é nove anos, contra três dos não castrados. Os machos vivem em média 2,4 anos, contra quatro das fêmeas. É que eles morrem indo atrás das cadelinhas…

→ 1 ComentárioTags: Veterinários · Saúde · Cachorros

Como é que eu não vou amar esse safado?

December 29th, 2007 · 1 Comentário

Zzzzzzzzz…

Meu grandão vai ficando cada dia mais fofolino e carinhoso. Cada vez que eu me separo dele por uns dias, me bate uma saudade enorme. Sair com ele de noite, que no início era uma obrigação meio mala, virou um compromisso agradável no qual eu limpo a mente.

Vim pro Rio de Janeiro e deixei ele hospedado no Golden Trip. Dói o coração, viu? Já quero voltar e encher ele de abraços…

→ 1 ComentárioTags: Cachorros · Darwin

A Praia

December 25th, 2007 · 2 Comentários

Ontem fomos a Praia Grande, no litoral sul. Foi uma boa oportunidade para sentir o quanto estou ligado ao Darwin.

As últimas semanas foram complicadas. Nos mudamos, precisamos ficar pouco mais de uma semana em um hotel, depois viemos para o novo apartamento e estávamos arrumando as coisas. Darwin e Sagan ficaram na casa de amigos. Minha vida só fica normal quando tenho eles por perto.

Sem eles, parece que não tenho a referência básica. Eu acordo mais cedo por causa do Darwin. Levo ele pra passear, me preocupo com a comida, com o xixi e o cocô. O Sagan dorme ao lado (ou, às vezes, em cima…) da nossa cama. De manhã, eu e Mônica pegamos ele e ficamos fazendo brincadeirinhas, dou mordidinhas, brinco com ele e faço carinho. Nosso novo apartamento (não esse, que é temporário) é maior, mais espaçoso e tem até um quintal justamente porque queríamos ter mais espaço pra eles.
Então, apenas três dias atrás eu fui buscar meu cachorrão e o trouxe para casa. Lá, ele encontrou com a Paçoca (sua melhor amiga, a quem estou devendo um post especial) e começaram as brincadeiras sem fim. Os dois ficam rolando no chão da sala, da cozinha, da área, do escritório. Se mordem, brincam, pulam, latem, brigam e continuam brincando.

Domingo, resolvemos ir à praia. Darwin nunca nadou e eu fiquei com uma mistura de apreensão e excitação. Eu queria vê-lo nessa situação nova e, ao mesmo tempo, temia que tivesse demorado demais e que não fosse natural pra ele nadar. Me enganei, claro.

Primeiro fomos até a água calmamente, ele na coleira. Entrei um pouco e ele molhou as pernas, tomou umas ondinhas. Voltamos para a areia e ele não parecia assustado nem estressado. Voltamos ao mar. Agora, tirei a coleira e fiquei atento aos movimentos dele. Foi quando a ligação ficou clara.

Até aqui, eu sentia que ele me procurava como referência quando sofria algum ataque de um cachorro, por exemplo. Nesses momentos, ele corria pra mim. Mas no domingo foi diferente. Embora houvesse, como sempre há, um perigo inserido no fato dele estar no mar, era uma situação tranquila. Ainda assim, ele entrou na água rigorosamente ao meu lado, olhando cada movimento meu. Se eu avançava, ele seguia. Se eu parava, ele recuava. Nada de coleira, nada de comandos. Apenas a comunicação visual entre a gente. Num lugar completamente novo, ele simplesmente queria minha orientação.

Como eu amo esse cachorro.

E as fotos, hein? Pois é. Como eu estava na água, não consegui levar uma câmera para fotografá-lo. Mas, sinceramente, cada vez mais tenho a sensação de que os melhores e mais simples momentos da vida estão sempre longe de uma máquina. Se você se lembra de tirar uma foto, é porque aquele momento não é tão mágico assim.

Esquece. É minha dor de cotovelho por não ter registrado nada. :(

P.S.: Você não acha que eu levaria o Darwin para a praia sem me prevenir quanto ao verme do coração, né? Consulte seu veterinário, mas nunca, nunca deixe seu amigo desprotegido de um negócio sério como esse.

→ 2 ComentáriosTags: Passeios · Saúde · Cachorros · Darwin

Sem Darwin, nem Sagan

December 11th, 2007 · 1 Comentário

Nos mudamos na quarta passada. Mas ainda estamos em suspenso, hospedados  num flat, porque o apartamento para o qual vamos (ainda em caráter temporário, enquanto resolvemos o definitivo), só nos será entregue nesta quinta.

Nesse meio tempo, Darwin foi pra casa de uns amigos e Sagan para a casa-hotel de uma senhora que a Mônica adora. Ficar sem eles é estranho demais.  O Sagan dorme no nosso quarto. É aquele corpinho peludinho que dorme do lado da cama ou até na cama mesmo. Fico meio desorientado sem ele.

O Darwin é aquele cão atabalhoado, bagunçado, meio enrolado. Aquele animal amoroso, carinhoso, cativante. Sagan é autocentrado, Darwin é expansivo. Quer amor e aprovação. Sagan se basta em nós. Na Mônica, para ser mais exato.

O que não me basta é uma vida sem eles.

→ 1 ComentárioTags: Cachorros · Darwin · Sagan

Enquanto isso, na pracinha

December 1st, 2007 · 1 Comentário

Dia 25 de novembro, na praça Horácio Sabino, os donos se divertiam com seus cachorros. Um monte deles.

→ 1 ComentárioTags: Na Praça · Videos Legais · Darwin · Sagan

Gatinhos falantes

November 24th, 2007 · 1 Comentário

Quem foi que disse que a gente só fala de cachorros? Eu adoro gatos também.

→ 1 ComentárioTags: Videos Legais · Gatos

A família cresceu

November 22nd, 2007 · 3 Comentários

Os amigos Cynthia e André aumentaram a família. Tinham a Pepita, uma labradora que se esbaldava com o Darwin, e agora adotaram mais uma menininha, como relatam a seguir:

Era domingo, 28 de outubro de 2007, 4:30 da manhã. Estávamos eu e o André chegando ao campus da USP de Ribeirão Preto para nos encontrarmos com um grupo que partiria às 5:30 para Angra dos Reis. (…) De qualquer forma, enquanto o André tentava encontrar o local de partida, avistei uma salsicha escura ambulante, literalmente mais perdido do que cachorro em dia de mudança, pois estava no meio do nada. Estávamos numa parte do campus onde não havia nada construído (casas, prédios de faculdades), nem destruído (reitoria, orelhões), apenas um carro em alta velocidade e em zigue-zague, com potencial para entrar no segundo grupo.

Chegamos cedo ao local de encontro, onde havia 2 ou 3 pessoas encolhidas com o frio e a escuridão da madrugada. Após uns 30 minutos ao vento, resolvi voltar a pé até a portaria para pedir o uso do banheiro, pois lá era o único lugar no campus onde havia vida humana, além do local de encontro. O André me acompanhou. Enquanto aguardava a saída do outro guarda plantonista, que havia acordado e se trocava para o final do turno, o salsicha veio na minha direção. Chorava bastante e andava um pouquinho, e assim por diante, até que se aproximou a ponto de se encolher e urinar de medo. Permaneci agachada o tempo todo para não assustá-lo e fiz um pouco de carinho, quando finalmente ele se aproximou e virou-se de barriga para cima, num sinal de submissão.

lola.jpg

Era ela, e não ele, aparentemente um Daschund de cor “chocolate amargo” (escuro). Era impossível não ter compaixão. Olhei para o tamanho e a cor dela, lembrei-me imediatamente do carro desgovernado e em alta velocidade, do deserto em que nos encontrávamos e, acima de tudo, do olhar do Gato de Botas do Shrek - idêntico! Já que o guarda plantonista não poderia cuidar dela até que retornássemos de viagem em quatro dias, assediei imediatamente o colega dele, que havia acabado de acordar e não estava completamente consciente - aceitou cuidar dela na hora.

Assim, viajei mais aliviada e um pouco ansiosa pelo fato de tudo ter acontecido e sido solucionado tão rapidamente. Quatro dias depois, quando voltamos do Rio, lá estava ela na guarita, firme e forte, porém chorosa, além de não querer comer. Mais tarde, telefonando para o guarda para agradecer o favor, descobri que ambos haviam se apegado muito e, não fosse a resistência da esposa dele, a cachorrinha teria ficado com ele, mesmo. Não teria me chateado, o importante é que ela saísse das ruas. A resistência da esposa se explicava pela perda recente do cachorro deles, morto pela doença do carrapato, que é endêmica nesta região. Não tiveram dinheiro nem informação suficientes para levar o cachorro a um bom veterinário e tratá-lo adequadamente. No dia em que foi corretamente diagnosticado, morreu.

Hoje olho para trás e vejo que, até este momento, nossa cachorra teve sorte. Para o guarda, ela estava saudável, apesar de impregnada de pulgas e carrapatos. Entretanto, assim que chegamos em Barretos, resolvemos fazer um “check-up” nela. Além de repleta de feridas pela extração de carrapatos feita pelo guarda e sua esposa, ela tinha otite e conjuntivite bilaterais e suspeita de doença do carrapato e infecção uterina. Hoje encontra-se melhor, já em tratamento para a doença do carrapato, porém a suspeita de infecção uterina foi afastada e no momento ela está em quimioterapia para um tumor genital, curável na maioria dos casos. A veterinária responsável, solidária pela origem e condição de saúde da cachorrinha, tem acompanhado o tratamento com um retorno simbólico, eu diria.

Continuamos na torcida para que ela se restabeleça completamente. Por sinal, quando tivéssemos nossa casa mais em ordem, tínhamos em mente adotar uma cachorra de um abrigo, preferencialmente fêmea, mesmo, preta ou chocolate, porém… do tamanho aproximado da Pepita. Já tinha até nome: Lola. Enfim, a pequena Lola veio nos provar que tamanho e raça não são documento. Ela é mestiça de Daschund - segundo o André, com um galgo, já que ela tem as pernas mais compridas que o primeiro, e nos adotou antes que adiássemos ou desistíssemos da idéia. Anexas encontram-se fotos dela.

Lembranças,

Cynthia, André, Pepita & Lola

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→ 3 ComentáriosTags: Abandono · Veterinários · Saúde · Cachorros

Amigos escolhidos

November 21st, 2007 · Ninguém comentou

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O filhotinho Thor. À esquerda, a Paçoca e, ao fundo, o Darwin

Esse é o Thor.

Ele é muito especial. Não é só porque é o novo filhote de Golden Retriever da pracinha que eu freqüento. Não é só porque ele é lindo e se parece com um bichinho de pelúcia ambulante. É que hoje o dono dele estava me dizendo que decidiu comprar o Thor no dia da festinha de aniversário do Darwin. É. Aquela festinha causou o maior auê na pracinha e eu sempre encontro gente falando dela.

Quando viram a bagunça e a cachorrada se divertindo na maior tranqüilidade, os filhos exigiram dos pais um cãozinho. Daí saiu o Thor. Quando ouvi essa história, fiquei meio bobo, impressionado mesmo. E, claro, fiquei feliz de ver que uma coisa que fiz com o maior carinho teve esse efeito na vida de alguém.

Eu digo isso toda hora, mas nunca é pouco: o Darwin e o Sagan mudaram nossas vidas. Não foi uma mudança racional. Eles não são samaritanos querendo me fazer o bem. Eles vivem suas vidinhas com seus donos e pronto. Mas tê-los perto de mim foi muito bom.

Depois da praça, fui almoçar com os amigos e ficamos conversando sobre como nossos cachorros nos aproximaram. Se não tivéssemos esses bichanos, não freqüentaríamos a praça, não pararíamos para conversar e não estaríamos ali comendo juntos. Nada demais, se você pensar bem. Isso é básico. Quando fazemos amigos num curso de inglês ou francês não ficamos incensando o curso por nos ter possibilitado conhecer novos amigos. É claro que temos uma visão parcial em relação aos nossos bichos de estimação.

Sabe quando se diz que parente a gente não escolhe e que amigo é sempre um negócio especial? Incensamos nossos cachorros porque eles são seres vivos, têm personalidade, sentimentos e vivem ao nosso redor. Porque eles são lindos e fofinhos. Porque eles são membros postiços da nossa família. São um amor escolhido e sincero muito parecido com aquele que a gente tem pelos amigos. Parecido? Muita gente diria que é igual ou mais forte.

Eu escolhi o Darwin e o Sagan e eles se tornaram meus meus melhores amigos. E por conta dessa amizade e desse amor, uma jovem família decidiu comprar o Thor. O ciclo segue em frente.

→ Ninguém comentou aindaTags: Festa pra Cachorro · Melhores Amigos · Filhotes · Cachorros · Sagan

Cão perdido

November 20th, 2007 · 6 Comentários


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Hoje, uma amiga levou esse border collie machinho e lindinho até a praça Horácio Sabino.

Como essa amiga já tem dois cachorros, não consegue cuidar de mais um.

Será que é seu? Ou ainda… Será que você não quer ficar com ele?

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