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This article was written on 28 fev 2010, and is filled under Cachorros, Darwin, Saúde, Veterinários.

Darwin sofre com uma unha quebrada

Já se vão quase dois meses de sofrimento pro meu labrador. Começou com uma dorzinha e virou um calvário canino…

No feriado de fim de ano, ele começou a mancar. Fui no veterinário que não achou nada de errado e apenas receitou um analgésico por alguns dias: “Ele melhora logo”.

Ele tomou o analgésico por três dias, pareceu melhorar e mais dois dias depois, mancou de novo. Levei no veterinário, tiramos radiografia e… nada. Antiinflamatório por três dias.

Tomou antiinflamatório, pareceu melhorar e, de novo, voltou a mancar.

Examinei a pata atentamente, agora intrigadíssimo. Será que ele estava com alguma espécie de artrose? Algo muscular? Algo no tendão? FOi quando eu vi um pontinho vermelho na unha e… Bingo. A unha estava quebrada e o dedo inchando agora, depois de dias em que ninguém conseguiu resolver o problema.

Voltamos ao veterinário (o terceiro diferente) e ela agora diz pra não fechar, mas colocar o colar elizabetano e ficar aplicando antisséptico o tempo todo. Em três dias, nenhum sinal de melhora e eu vou a outro veterinário que agora fecha tudo com atadura e receita uma pomada com antibiótico.

Dias se passam e ele não melhora a contento. Chegou a hora da minha viagem para a Inglaterra e eu me apavoro. Como fazer com o Darwin? Uma amiga do peito, dog lover gold plus, ficou cuidando do Darwin. ELa o levou todos os dias no veterinário para monitorar a evolução do machucado e ir trocando o curativo.

Quando eu volto, a vet avisa que a solução passa por tirar a unha que não sarou e não deixa o machucado fechar. Lá vai meu cachorro para anestesia, mini-cirurgia, pontos, dez dias de recuperação. Tirados os pontos, constatamos que ele tinha conseguido, com o dente, abrir o machucado. Ficamos apreensivos, mas era hora de ver se a ferida fechava. A gente foi orientado a deixar o machucado aberto de novo, com antisséptico. Para ver se seca e começa a fechar de vez.

Piora, claro. Atacamos com uma pomada de alto poder de cicatrização e a pata desincha, mas não a contento e, na quinta passada, o Darwin sofreu uma nova cirurgia na patinha direita. Tirou o tecido que supercicatrizou, cauterizou, deu novos pontos e agora são mais quinze dias de espera.

O fato é que, pela primeira vez em semanas, ele voltou a me puxar na coleira. O Darwin, que sempre foi a animação em forma de cachorro, estava desanimado, triste. Começou a ficar inseguro e a apresentar sinais de medo que eu nunca tinha visto. Cachorros latiam pra ele na rua e ele se encolhia. Estava mesmo deprimido. Após a cirurgia, ele se reanimou.

Ontem, fizemos a primeira troca de curativo e o corte evoluiu muito bem, desinchou e tudo mais. Só que precisamos monitorar o cachorro o tempo todo, senão ele tira a atadura, mexe no machucado e abre um ponto, podendo começar tudo de novo.

Algo desse gênero nunca tinha me acontecido. Nunca tive que cuidar de um machucado num cachorro por tanto tempo. Ainda mais o Darwin, que é um touro, saudável.

Ao longo desse tempo, já passamos por cinco veterinários. Por diversos motivos. Nas duas primeiras vezes, como era feriado de fim de ano, eu fui numa clínica e, nesses lugares, cada hora tem um vet. Na terceira vez, o Darwin foi examinado na pet shop onde toma banho pela veterinária de plantão. Na quarta, fui numa clínica indicada por um amigo, já que não estava conseguindo resolver. Mas era longe. A quinta veterinária era próxima da nossa casa, de forma que a empregada podia levar o Darwin lá para trocar os curativos. Foi com essa veterinária que ficamos no fim.

Só quero que esse suplício acabe. Mal vejo a hora de brincar normalmente com meu labrador novamente. Ai, ai.

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