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This article was written on 25 dez 2007, and is filled under Cachorros, Darwin, Passeios, Saúde.

A Praia

Ontem fomos a Praia Grande, no litoral sul. Foi uma boa oportunidade para sentir o quanto estou ligado ao Darwin.

As últimas semanas foram complicadas. Nos mudamos, precisamos ficar pouco mais de uma semana em um hotel, depois viemos para o novo apartamento e estávamos arrumando as coisas. Darwin e Sagan ficaram na casa de amigos. Minha vida só fica normal quando tenho eles por perto.

Sem eles, parece que não tenho a referência básica. Eu acordo mais cedo por causa do Darwin. Levo ele pra passear, me preocupo com a comida, com o xixi e o cocô. O Sagan dorme ao lado (ou, às vezes, em cima…) da nossa cama. De manhã, eu e Mônica pegamos ele e ficamos fazendo brincadeirinhas, dou mordidinhas, brinco com ele e faço carinho. Nosso novo apartamento (não esse, que é temporário) é maior, mais espaçoso e tem até um quintal justamente porque queríamos ter mais espaço pra eles.
Então, apenas três dias atrás eu fui buscar meu cachorrão e o trouxe para casa. Lá, ele encontrou com a Paçoca (sua melhor amiga, a quem estou devendo um post especial) e começaram as brincadeiras sem fim. Os dois ficam rolando no chão da sala, da cozinha, da área, do escritório. Se mordem, brincam, pulam, latem, brigam e continuam brincando.

Domingo, resolvemos ir à praia. Darwin nunca nadou e eu fiquei com uma mistura de apreensão e excitação. Eu queria vê-lo nessa situação nova e, ao mesmo tempo, temia que tivesse demorado demais e que não fosse natural pra ele nadar. Me enganei, claro.

Primeiro fomos até a água calmamente, ele na coleira. Entrei um pouco e ele molhou as pernas, tomou umas ondinhas. Voltamos para a areia e ele não parecia assustado nem estressado. Voltamos ao mar. Agora, tirei a coleira e fiquei atento aos movimentos dele. Foi quando a ligação ficou clara.

Até aqui, eu sentia que ele me procurava como referência quando sofria algum ataque de um cachorro, por exemplo. Nesses momentos, ele corria pra mim. Mas no domingo foi diferente. Embora houvesse, como sempre há, um perigo inserido no fato dele estar no mar, era uma situação tranquila. Ainda assim, ele entrou na água rigorosamente ao meu lado, olhando cada movimento meu. Se eu avançava, ele seguia. Se eu parava, ele recuava. Nada de coleira, nada de comandos. Apenas a comunicação visual entre a gente. Num lugar completamente novo, ele simplesmente queria minha orientação.

Como eu amo esse cachorro.

E as fotos, hein? Pois é. Como eu estava na água, não consegui levar uma câmera para fotografá-lo. Mas, sinceramente, cada vez mais tenho a sensação de que os melhores e mais simples momentos da vida estão sempre longe de uma máquina. Se você se lembra de tirar uma foto, é porque aquele momento não é tão mágico assim.

Esquece. É minha dor de cotovelho por não ter registrado nada. :(

P.S.: Você não acha que eu levaria o Darwin para a praia sem me prevenir quanto ao verme do coração, né? Consulte seu veterinário, mas nunca, nunca deixe seu amigo desprotegido de um negócio sério como esse.

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