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This article was written on 19 nov 2007, and is filled under Cachorros, Darwin.

O vai e vem

Ter um labrador dá trabalho. Para um casal como nós, médico e jornalista, é ainda mais complicado. Eu viajo regularmente e a minha mulher dá plantões de 24 horas pelo menos uma vez por semana. Quando eu estou aqui, é tranquilo. Quando viajo, tudo se complica. Afinal, deixar o labrador um dia inteiro sozinho é, além de desumano (ou descanino), um risco para sua casa. Ele vai destruir tudo que achar no caminho, pode apostar.

Primeiro, nós passamos a deixar ele em hotéis. Num deles, ele voltou com 10 carrapatos. No outro, voltou com o rabo machucado. Provavelmente ficou nervoso de solidão e roeu o rabo. Está marcado até hoje. Foi quando eu desisti dessa solução.

Aí surgiu uma amiga da Mônica que adora cachorrinhos e pediu pra ficar com o Darwin quando a gente viajasse. Sério. Ela tem dois filhos pequenos, outro cachorro, mora em casa e eles adoram o Darwin. Pacote perfeito. O único “problema” (entre aspas mesmo, porque não é problema) é que eles adoram tanto o cachorrinho que ele volta cheio de vontades. Me sinto feliz por ter gente carinhosa e apaixonada cuidando do meu moleCão (uia! Mais um trocadilho). Ele realmente curte ficar com eles e, quando volta, fica até meio tristinho por um dia.

Mas o que me incomoda é essa inconstância de ficar sem ele por uns dias.  Eu sinto falta da rotina com o Darwin. Viajo, e fico vendo labradores na rua. Quando volto, geralmente não dá tempo de pegar ele imediatamente porque a casa dos nossos amigos fica fora de SP, então fico mais um ou dois dias sem meu bichano fofo. E o vazio é impressionante. Vai desde sentar no sofá e não ganhar carinho dele até não saber o que fazer com aquela hora em que eu supostamente iria para a praça passear.

Não é por acaso que os donos de cachorros começam a procurar por hotéis e pousadas que sejam pet friendly. Viajar com o cachorro pode ser muito divertido.

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