Não é preciso ser muito esperto para notar que o mundo dos mascotes é um negócio de primeira. É só notar a proliferação de pet shops por todos os lados, em bairros ricos e pobres. Em São Paulo, 50% das casas têm cachorrinhos ou cachorrões. É um número gigante.
Essa reportagem da Business Week (da semana passada) coloca tudo em comedores limpos. O negócio nos Estados Unidos é na casa dos US$ 41 bilhões. Estamos exagerando nos salamaleques com nossos bichanos? Ô se estamos.
Parte do que eu quero fazer aqui nesse blog é audar a separar o tratamento digno e cuidadoso dos bichinhos da frescura e autoindulgência de donos que exageram e dão a um animal que não precisa de certos luxos coisas que jamais dariam nem a parentes ou amigos quanto mais a pessoas carentes de ajuda.
Eu tenho que vestir essa carapuça até certo ponto, pois podendo, sou capaz de comprar todas as besteiras que vendem para cachorros e gatos nos Pet Shops… Mas eu sempre digo (e sempre tento me lembrar disso): nossos bichos só precisam de comida, abrigo e carinho, todo o resto a gente compra é pra gente mesmo…
Sim e não. Há várias destas coisas que a gente compra seduzido por um marketing muito sagaz. Em alguns casos, tentam me dizer que aquele determinado produto é essencial e que eu seria um dono relapso se não o comprasse. Em outros casos é uma questão de mimo e de mostrar que seu cachorro ou gato ou furão não é um mascote comum. É algo mais.
Minhas compras pro Darwin são: ração, anti-pulgas, petiscos para recompensa, ossinhos. São os essenciais mensais. Ocasionalmente, há vacinas e remédios. E no nível da frescura estão os brinquedos malucos, cheios de voltas e curvas. ELe dá uma olhada, brinca dois minutos e volta pro osso, pra bolinha e pronto.